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O Globo de Ouro mais gay dos últimos tempos

Janeiro 18, 2011

Quem viu sabe do que estou falando, o prêmio poderia ter mudado o nome para o Globo Gay de Ouro. Os gays comandaram nas premiações.  Filmes, atores, projetos, os principais prêmios e inclusive uma musica, da Cher. É gente, foi mesmo gay.

Confesso que não tenho paciência para Glee, mas o seriado gay musical tem o seu valor.  Tanto é que abocanhou alguns troféus no ultimo domingo. Começando pelo ator Chris Colfer que arrebatou o prêmio de melhor ator coadjuvante em séries.  No discurso de seu primeiro globo de ouro ele agradeceu o criador do seriado chamando-o de “fairy godfather” – algo como padrinho fadinha – como se não fosse gay o suficiente ele terminou falando o seguinte:

” E mais importante, para todos que assistem o seriado e a quem nosso seriado celebra, que sempre escutam, não de pessoas ou ambientes, mas através de intimidações e bullying que sofrem, que eles não podem ser quem são ou ter o que querem por serem quem são. Foda-se tudo isso! “

Isso mesmo gato “Screw that, kids", vc disse tudo!

 

Seguindo na premiação, Justin Bieber e a mocinha do True Grit  -Hailee Steinfeld – eleitos o casal lésbico mais adorável da noite ajudaram o chato do Ricky Gervais apresentando um prêmio.

Justin fazendo a linha sapa bofinho

 

E a noite do Globo Gay continuou com Annette Bening ganhando o globo de melhor atriz de comédia pelo filme The Kids are all right (em português, Minhas mães e meu pai). Eu até curti , mas por várias vezes tive vontade de socar a cara da Julianne Moore e quase desisti do filme. Mas não vou dar spoiler pra quem não teve ainda a oportunidade de ver. No palco ela agradeceu a diretora do filme e a própria Julianne, chamando as duas de “my partners”… cute!

 

Annette Bening, fazendo a linha professora tuxa universitária

 

O sindicato foi bem representado, a bolachíssima Jane Lynch ganhou o globo de melhor atriz coadjuvante, pelo seu papel em Glee e no discurso agradeceu elenco e como sempre a gatona da esposa Lara Embry.

 

 

Dessa vez Jane fez a linha feminina

 

Seguindo a noite contagiosamente gay, Natalie Portman (o sonho de todas nós) ganhou o globo de ouro de melhor atriz por sua personagem em Black Swan (suuuuper lésbico) e na hora de agradecer não esqueceu da sua coleguinha de cena, nas palavras da própria: – Mila ‘Sweet Lips’ Kunis – gente, conta aqui Natalie essa coisa de lábios doces, todas as lésbicas do mundo querem saber!

E como melhor filme de comédia venceu Minhas Mães e meu Pai, já comentei que não achei o filme assim tão bom mas foi super válido o prêmio, ótimo para a visibilidade LGBT no mundo todo. Repara na Cholodenko, a diretora, super trabalhada juntamente com a Bening no visual gêmeas dyke.

 

Gêmeas dyke

 

Tirando isso, o filme do Facebook – A rede social- ganhou o prêmio e melhor trilha sonora, melhor roteiro, diretor e filme de drama , e cá entre nós gente, rola maior climão homo entre o Zuckerberg e o Eduardo Saverin naquele filme.

Ainda tivemos a estranha presença da Tilda Swinton (morro de medo dela) e Geoffrey Rush que fizeram o casal gay mais charmoso da noite, ou de lésbicas velhas, pode escolher.

medo dessa mulher (?)

 

E claro, como não podia faltar, nosso gay mais fofo e nerd – Jim Parsons ganhou o Golden Gay Globe de melhor ator em série de comédia. Essa eu já esperava. Fala que essa premiação não foi gay!

Bazzingay!

 

Bacon… só que não!

Novembro 24, 2010

Esse eu animaria.

Teste gay super confiável!

Novembro 9, 2010

esse não tem erro! hahaha

 

Nick, Norah, rock e gays descomplicados

Outubro 22, 2010

O filme é lindo, o livro é lindo (thanx Leandro!) e a trilha é linda!

Eu to falando do filme “Nick and Norah’s infinit playlist” (no Brasil Nick e Norah – uma noite de amor e música). Contando um pouco do filme, claro sem dar spoiler,  Nick é um garoto hétero, baixista de uma banda gay, super sensível que sofre por conta de uma piriguete pegadora.  A banda é boa, mas não tem bateria e ainda sofre o eterno dilema da escolha de um bom nome, que os represente.

O que eu acho interessante nesse  filme é como ele  trabalha a questão de gênero de  maneira muito natural (que no livro é ainda mais explorada), para começo de conversa é um banda de indie rock totalmente gay. Muito bom isso! Pra sair dessa máxima de que as bees só curtem “bate cabelo”, eu mesma conheço várias bichas rockers. Sem desconsiderar as outras, mas são meus favoritos. Até pelo fato da afinidade musical.

Eles são lindos, felizes e descomplicados, enquanto quem carrega o fracasso e o sofrimento do filme, com todas as desilusões e desencontros são os héteros. Difícil ver filmes que colocam os gays assim, não é mesmo? Em filme sobre cotidiano, relacionamentos, os gays estão sempre levando a pior, ou na melhor das hipóteses se dão bem só no final.

Na saga atrás de uma banda, que se apresentará em um lugar secreto, os relacionamentos vão se desenrolando pelas ruas de NY, inclusive é um ótimo roteiro de lugares alternativos para se visitar por lá.  Michael Cera representando muito bem ele mesmo, como sempre vemos em todos os filmes (hahaha), e alguém que vocês meninas podem ficar de olho daqui pra frente, Kat Dennings, responsável por várias frases hilárias do filme, na minha opinião, promete!

Recomendo esse filme pro fim de semana, o livro também, e a trilha pra vida toda. rs

Dá pra ouvir a trilha aqui.

E essa é uma das minhas cenas favoritas do filme, que mostra bem o que falei aí em cima.

Gráficos super relevantes

Outubro 21, 2010

Achei esses 3 gráficos e senti que devia compartilha-los.

São informações importantíssimas, de extrema relevância.

[A tradução é minha]

 

 

Mc homo-feliz

Junho 17, 2010

Chegou no meu reader essa semana a seguinte atualização “Propaganda do McDonald’s causa polêmica na França”. Acontece que, mesmo assistindo o vídeo diversas vezes, eu não consegui enxergar tal polêmica e muito menos achar a iniciativa nobre ou digna de algum elogio. Alguns blogs de comunicação e entretenimento postaram a propaganda com captions enaltecendo, aplaudindo a multinacional pelo arrojo, ousadia e até “elegância” do discurso “a favor” dos homossexuais.

Uma coisa que me incomoda bastante em qualquer tipo de análise é o exagero. Analisar demais, na minha opinião, acaba soando como picuinha, simples implicância. Mas, em contrapartida, aceitar tudo com uma passividade quase bovina, e ainda achar nobre, é uma postura tanto equivocada quanto triste.

O McDonand’s em sua tentativa de fazer uma propaganda inclusiva, acaba incidindo em um erro primário, bastante recorrente nesse tipo de iniciativa. A propaganda é muito simples, basicamente igual todas as outras da franquia. Mostra a loja, com vários clientes felizes, rolando um indie-folk de fundo, pai e filho estabelecem um diálogo (ou seria um monólogo?) bastante sexista.  O pai se vangloria de ter sido um “conquistador de garotas” no passado e continua com algo tipo “uma pena em sua classe só ter meninos, você pegaria todas as meninas”. No melhor da atitude resignada, o filho sorri e emudece, mesmo que a narrativa tenha explicitado que anteriormente ele falava com um garoto em tom apaixonado, do qual ele sente saudades. O indie-folk então sobe justamente no refrão “I’m in a road of my own” e vemos o slogan incrivelmente nobre da empresa : Venha como você é. Isso é piada né? O que tem de nobre nesse discurso? Não quero render muito na minha análise, para justamente não virar picuinha, mas deixo uma pergunta: Eles fariam o que, barrariam o garoto de comer no McDonalds porque ele é gay? “Venha como você é” não é só um slogan pretensioso como desnecessário.

Na tentativa de “cativar” o público gay a empresa dá um tiro no próprio pé, e exemplifica com maestria (isso não podemos negar) como não se deve fazer uma propaganda inclusiva. Tem muito mais coisa no vídeo que renderiam análises exageradas e outras bastante óbvias, deixo a critério de vocês concordarem ou não. Definindo a propaganda em uma palavra: deprimente.


Enfim! Zooey Deschanel e seu primeiro papel gay no cinema.

Junho 10, 2010

Zooey e a namorada fancha

Eu não sei de vocês, mas eu me casaria com a Zooey, oh hell yeah! Zooey, além de ser cat, é vocalista de uma banda adorável  (She and Him) e só participa de projetos legais.  Musa de filmes indie, vale conferir o trabalho dela (entre outros)  em Almost Famous (Quase famosos – 2000), Guia do Mochileiro das Galaxias (2005),  Yes Man (Sim, senhor – 2008) e o já clássico 500 Dias Com Ela (2009) onde Zooey aparece no melhor estilo heartbreaker.  Ela toca teclado, percussão, banjo (<3) e ukelele, é compositora, já cantou em vários de seus filmes. Apesar de ter nascido na California tem uma mega cara de francesa perdida, como não se apaixonar?  Algumas amigas hétero sempre comentam que animariam alguma coisa se fosse com ela, rs.

O que faltava no currículo era, realmente, um papel gay.  Pois bem, a espera terminou… em termos. No seu próximo filme “My idiot brother” Zooey e Rashida Jones (tb muito gata) serão namoradas.  Apesar da cara de boazinha, neste filme, parece que Zooey dará um certo trabalho pra namorada Rashida.

Segundo o site Cinema em Cena, as filmagens começam no próximo mês, em Nova York, sob o comando de Jesse Peretz. A previsão de lançamento é para 2012. No filme, Paul Rudd (que eu tb adoro)  vai interpretar o tal irmão idiota, que tem que lidar com sua mãe, uma megera autoritária e intrometida.

Agora é esperar mesmo, torcendo pra colocarem cenas hot de sexo e vários beijos. Não é mesmo? rs

Turismo sem preconceito

Dezembro 22, 2009

Não sei quem viu, mas saiu na revista Veja da semana passada, que Buenos Aires foi, pelo segundo ano consecutivo, eleita como o melhor destino pro turismo gay, através de uma pesquisa que a revista americana Out Traveler realizou com seus leitores. Vieram logo em seguida, no segundo e terceiro lugares, respectivamente, Barcelona (Espanha) e Amsterdã (Holanda).

Segundo a Veja a ascensão da metrópole do Prata ao topo do itinerário homossexual é corroborada pela International Gay & Lesbian Travel Association (IGLTA), que congrega agências de viagens especializadas nessa clientela. Resultado: uma pesquisa da prefeitura de Buenos Aires mostra que já chega a 20% a proporção de turistas gays e lésbicas. É o equivalente a 500 000 pessoas por ano. O sucesso com esse contingente não se deve apenas à beleza da mais europeia das cidades latino-americanas. O que atrai os visitantes homossexuais são sua vibrante vida noturna e, obviamente, a atitude dos portenhos, que estão entre os mais liberais da América do Sul.

vida noturna intensa na capital portenha

Nessa devida questão a Argentina está muito na frente do Brasil. Já em 2002, Buenos Aires, se tornou a primeira cidade da América Latina a reconhecer a união estável entre duas pessoas do mesmo sexo e já concede extensão do direito à pensões aos homossexuais.

Por conta da desvalorização do peso a cidade ficou convidativa a turistas com dolares e euros, e também reais, por que não? O mercado argentino gay-friendly é bastante movimentado, são bares, restaurantes, boates e também casas de tango para gays, e tem até festival de Tango Queer. Pra quem não sabe, nos primórdios o tango só podia ser dançado por homens.

Claro que o título de melhor destino gay rende piadinhas, inclusive entre os próprios portenhos, que parecem super tranquilos ao tratar do assunto. Como exemplo vou subir um vídeo muito divertido e inteligente que brinca com essa questão, postado no twitter de um amigo, Samuel Profeta (@samprofeta).

Sendo gay ou não, os precinhos pra Buenos Aires estão super em conta, e como pro Reveillon já ficou muito em cima da hora, quem sabe uma semaninha no final de janeiro?

Minissérie gay?

Dezembro 3, 2009

Carlo, ele é gay ele é vilão

A nova série da Globo chamada “Cinquentinha” , estréia dia 8 de dezembro, e trás no elenco nomes de peso. Dirigida por Wolf Maia e escrita por Aguinaldo Silva, a minissérie trará personagens gays. É um grande passo na história das mininsséries e telenovas, muitos vão dizer, provavelmente os mais apressados. Como sempre a temática homossexual será mostrada da pior maneira possível e, claro, com um final super moralista.

Ângela Vieira, interpretará Leila, jornalista lésbica que terá um romance com Marcela, uma secretária executiva interpretada por Laura Proença. O grande clichê vem agora, Leila se tornará heterossexual no meio da trama, o que é bastante incoerente se olharmos a questão a fundo, uma vez que Leila seduz Marcela, primeiramente, fazendo-a trocar o namorado por uma namorada. Onde está o nexo? Ângela comenta sobre a personagem “Minha personagem é feminina, moderna, ousada e gosta de mulher. Porém, sei que no meio da trama acontecerá algo e ela se tornará heterossexual. Não tenho nada contra os homossexuais. É um trabalho como outro qualquer. O que eu gosto mesmo é de fazer bons personagens”. O que será que vai acontecer? Será que ela vai ser ameaçada de morte por um cristão fanático? Veremos.

clichê jornalista lésbica

O outro personagem gay será vivido por Pierre Baitelli, Carlo o assumido da minissérie, acumula também o papel de vilão. Fábio Assunção e Gianecchini não quiseram fazer a Bee, e o papel e sobrou pro Pierre, que é um ator novo, mas nem por isso se considera substituto. Esse rostinho bonitinho esconde toda a maldade do personagem, que é manipulador, seduz homem-mulher-cachorro tudo por dinheiro, o fato de ser gay é secundário, antes de tudo ele é VI-LÃO. Ótima imagem pra retratar um gay não é mesmo? Tirem suas conclusões.

A trama conta a história de Daniel, que deixa em testamento uma missão para as ex-mulheres (interpretadas por Susana Vieira, Marília Gabriela e Beth Lago): elas terão que se juntar para administrar os negócios em crise e fazê-los prosperar de novo. Num prazo de um ano, a que se sair melhor nas tarefas ficará com 50% da herança, já que os outros 50% serão divididos entre os três filhos que o milionário teve com cada uma.

Do Começo ao Fim

Outubro 23, 2009

docomecoaofim_3

Já ouviu falar ou tá louco pra ver o filme ” Do Começo Ao Fim”? Bem vindo ao clube.  Esse longa (brasileiro?) do mesmo diretor de  “Um Copo de Cólera”  – Aluízio Abranches – mostra uma relação mais que íntima entre dois irmãos.  E quem achava que existiam temas que são tabus demais para virarem filmes aqui no Brasil, pode esperar pelo menos mais alguns longas com temáticas homossexuais até o ano que vem. Um exemplo é “Como Esquecer” com a Ana Paula Arósio e Murilo Rosa, que vivem personagens assumidamente gays.

Estamos vendo uma quebra de paradigma, não é mesmo? Globais interpretando gays, lésbicas, relações incestuosas? Sem dúvida é um avanço, à passos de formiga, mas é um avanço. Mas não pense que isso se deu tranquilamente, foi um caminho ” tortuoso e perene”, além da temática, que por si só já gera controvérsia, “Do Começo ao Fim” enfrentou mais um problema: a resistência por parte de possíveis investidores em apoiar o filme.

Orçado em R$ 1,2 milhões, o longa só conseguiu até agora dois patrocinadores privados – um deu R$ 100 mil, e outro, R$ 200 mil. Nenhum dos dois investidores quis aparecer e Abranches teve até que tirar dinheiro do próprio bolso para concluir sua nova produção.

A julgar pelas imagens do teaser de divulgação e do trailer, na relação dos irmãos Francisco e Thomás,  o tema polêmico é apresentado de forma leve, mas não superficial.  A fotografia do filme também é linda, feita por Ueli Steiger, que tem no currículo filmes como ” O patriota”,  ” O dia depois de amanhã”, entre outros.  O filme estréia nos cinemas brasileiros  dias 27 de Novembro.

Como promoção de lançamento você pode ajudar a escolher o cartaz de  do filme,  os atores até fizeram um vídeo defendendo o seu favorito. Já adianto que eu amei o cartaz 2, na minha opinião tem muito mais a ver, até pela linguagem imagética de desconstrução.  Quem quiser participa, ok?

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Assista o vídeo explicando como participar da escolha.