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Islândia: o país mais feminista do mundo!

Março 31, 2010

Reykjavík capital da Islândia - viu, não é só gelo não

Hoje pela manhã uma amiga me mandou um link com uma matéria do “The Guardian” com o título do post, e o subtítulo também era de peso: ” A Islândia acabou de banir todos os clubes de strip do país. Talvez até seja por causa da primeira ministra que é lésbica, mas também pode ser porque a Islândia é  o país mais ‘female-friendly’ do planeta.”

Johanna Sigurðardóttir levou o crédito de ser a primeira mulher a liderar o governo islandês, mas na verdade essa honra foi de Vigdis Finnbogadottir, que foi presidente de 1980 a 1996. O país vem se tornando, rapidamente, um líder mundial no feminismo. Um país com uma pequena população de 320 mil habitantes e  provavelmente com as mulheres mais bem tratadas, pelo menos, da Europa. A primeira ministra está prestes a conseguir o que muitos consideravam impossivel: encerrar a indústria do sexo no país. Foi aprovada uma lei que vai resultar no fechamento de todas as boates de strip.

Johanna seu cabelo é tudo! Super "diabovesteprada" style

E o mais impressionante: o país nórdico é o primeiro no mundo à proibir os stripes e as lapdances por razões feministas, e não religiosas. Kolbrún Halldórsdóttir, a ministra que propôs a proibição com firmeza, disse à imprensa nacional nesta última quarta-feira: “Não é aceitável que as mulheres ou as pessoas em geral sejam produtos para serem vendidos.” Ao ser perguntada sobre a Islândia se tornar o maior país feminista no mundo, ela respondeu: “É, certamente. Principalmente como resultado dos grupos feministas que colocam pressão sobre os parlamentares. Essas mulheres trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana, com suas campanhas e, eventualmente, filtram os resultados para toda a sociedade.” A notícia é um verdadeiro impulso para as feministas de todo o mundo, mostrando-nos que quando um país inteiro se une por trás de uma idéia qualquer coisa pode acontecer.

Kolbrún, ministra e feminista. E no Brasil temos a Dilma, fail!

E como a Islândia conseguiu? Para começar, o país tem um movimento forte feminino e um elevado número de mulheres na política. Quase metade dos parlamentares são mulheres, e foi classificado em quarto lugar entre 130 países no índice internacional Gender Gap (atrás da Noruega, Finlândia e Suécia). Todos estes quatro países escandinavos, em certa medida, criminalizaram a indústria do sexo (legislação que o Reino Unido irá adotar no dia 1 de Abril). “Uma vez que você quebra esse teto de vidro do passado,  e tem mais de um terço de mulheres na política”, diz Halldórsdóttir, “muda alguma coisa. Essa energia feminista parece permear tudo.”
Johanna Sigurðardóttir é a primeira mulher, na Islândia e no mundo, a chefiar um estado e ser assumidamente lésbica. A Primeira-Ministra participa de campanhas contra a violência sexual,  estupro e a violência doméstica: Johanna é uma grande feminista que desafia os homens de seu partido, e recusa sentir-se oprimida por eles.
E eu que só conhecia Sigur Rós e Björk, agora fiquei fã dessas mulheres!  Quero conhecer a Islândia. Se cabe dizer, fiquei com uma pequena inveja branda. Sem mais.


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