Archive for the ‘Stuff’ Category

Lana Del Rey Goes Lesbian

Julho 23, 2012

Queridas dykes, o post de hoje veio de dicas preciosas do querido @rafaelsandim.

Primeiro o vídeo que estávamos esperando ansiosamente: finalmente a formidável Lana Del Rey fez a dyke dramática na música Summertime Sadness.  A música tem tudo pra virar um hit de fim de relacionamento lésbico. O vídeo ajuda bastante, o clima retrôzinho, momentos de um relacionamento vencido e, claro, a fofa da Lana sendo apenas sexy, delácia e depressiva, as usual.

É pra ouvir chorando lágrimas, cantando na janela e tomando litros e litros de sorvete.

 

E logo abaixo o “melhor tumblr dos últimos tempos” de hoje.

I SEE VAGINAS EVERYWHERE!

ainda bem que não estou sozinha nessa, rs.

http://iseevaginaseverywhere.tumblr.com/

 

Um beijo pro Sandim, boymagia!

 

Anúncios

Dilma, precisamos da sua voz.

Junho 11, 2012

 

Publico abaixo o texto na integra da carta de Alexandre Vidal Porto à sra. Presidenta Dilma.
A carta foi publicada hoje na Folha de SP.
Alexandre é mestre em direito pela Harvard, diplomata e escritor.

Ele soube sintetizar todas as nossas questões – “Nossa cidadania permanece incompleta”.

 

Senhora presidenta, Se a senhora ligou a TV ontem, viu a Parada Gay de São Paulo.

Pode parecer festa. Mas é passeata. Parecerá que estamos dançando, mas essa dança é só uma maneira diferente de marchar. É o modo que encontramos para reivindicar direitos que todos os outros brasileiros, que não nasceram homossexuais, já têm. É a forma de dizermos: somos tão humanos e tão brasileiros quanto vocês.

Somos milhões de homens e mulheres. Mesmo que não nos enxerguem, fazemos parte da realidade. Estamos em todas as cidades e em todas as profissões.

Neste domingo, a senhora nos viu marchando. Nos outros dias do ano, porém, é mais fácil nos encontrar sendo ridicularizados em programas de televisão, barrados nos bancos de sangue, impossibilitados de casarmos com quem amamos ou espancados nesta mesma avenida em que, ontem, pedimos que o Brasil nos respeite e nos trate como iguais.

Nossa natureza é usada como xingamento. Gente eleita para nos proteger nos desqualifica. Religiosos nos apresentam como inferiores. Sofremos violência gratuita. Uma vida de rejeição e ridicularização enfraquece a autoestima, presidenta.

Note que alguns de nós desfilamos disfarçados. É para não sermos reconhecidos e nos tornarmos objeto de mais discriminação ainda quando a parada acaba e voltamos para o nosso dia a dia.

Já restauramos a democracia. Por que, então, nossos direitos constitucionais continuam ignorados? Por que seguem atacando nossa dignidade? Por que nossa liberdade é constantemente reprimida?

Às vezes parece que, no Brasil, a democracia ainda não chegou para os homossexuais. Nossa cidadania permanece incompleta.

Como brasileiros, merecemos mais respeito e mais proteção legal. O discurso virulento contra nossa natureza não pode ser descaracterizado como liberdade de expressão. Ódio e intolerância não são opinião. São crimes.

Nossas famílias têm de ser reconhecidas e tratadas com igualdade, não como anomalia. Nenhuma família é melhor ou mais moral que as outras.

Sabemos que as coisas estão mudando. Mas mudam muito lentamente. Poderiam mudar mais rápido. A vida de quem sofre discriminação é agora. Se a igualdade demorar muito para chegar, a vida passa.

Precisamos que a reforma do Código Penal tipifique a homofobia como crime. Precisamos que se estabeleça o casamento civil igualitário. Precisamos que se eduque a população sobre a diversidade humana. São tarefas difíceis, presidenta. Para realizá-las, seu apoio é decisivo.

Muitos líderes mundiais já se posicionaram publicamente em favor dos direitos de igualdade. Em seus países, isso fez diferença.

Os brasileiros homossexuais e os que com eles se solidarizam ficariam orgulhosos se nossa presidenta também emprestasse sua força para defender essa parcela de nossa população que segue sendo injustiçada. Pedimos direitos iguais, presidenta. Nem mais, nem menos. Para consegui-los, precisamos de sua voz.

 

Pela liberdade de escolha!

Janeiro 3, 2012

Sei que estou um pouco atrasada, mas precisava desse vídeo aqui no blog.

Parabéns pra essa garotinha contestadora.

Branca de Neve como você nunca viu

Setembro 29, 2011

Nossa Majestade Dyke, Kristen Stewart, se ligou que esse lance de vampiros é “so last season” e resolveu investir em um papel realmente de peso nos “contos de fada”. Em seu próximo projeto, uma nova versão de Branca de Neve, Kristen vem  com aquela pegada gata- selvagem- medieval. Com direito a cavalos, armaduras, lutas de espada, convenhamos, um estilo que  já vem encantando as leslies desde Xena a Princesa Guerreira e Joana D’arc. Essa é ou não a Branca de Neve mais legal de todos os tempos?

A versão dark recebeu o nome de  – Snow White and the Huntsman (A Branca de Neve e o Caçador) –  daí que o caçador, enviado pela madrasta para apagar a guria, fica super brother da Branca de Neve e tem a ideia genial de chutar o balde e se revoltar contra a malvada Ravenna (a tb  gata Charlize Theron).

Na  minha opinião já tava passando da hora  mostrarem uma personagem de contos de fada assim. É sempre o príncipe chato que vai atrás das aventuras. A princesa sempre fica em casa costurando, cantando, comendo maçã. Ah vá! Branca de Neve true é essa que vai pegar uma espada, um cavalo, uma armadura e sair por aí cortando umas gargantas! EVIL!

Já sairam umas fotos do set e a Kristen promete brilhar nesse papel! Eu super apoio e já estou ansiosa. Vamos ver se ela realmente vai se jogar no combate ou ficar só na sombra do caçador.  Já prevejo os suspiros dyke all over the world.

O filme está previsto para estrear no dia 1 de junho de 2012 nos EUA. Ainda não há previsão para sua chegada no Brasil, mas pra isso existe a internet né leslies?

Abaixo as fotos do set

Te cuida Jovovich!

Jane Lynch sempre gata na balada.

Setembro 19, 2011

Quem acompanhou a entrega do Emmy ontem pela Warner pôde conferir a gloriosa Jane Lynch destilando não só elegância, mas o melhor do sarcasmo dyke. Sem falsa modéstia, mas os gays são excelentes anfitriões.  Ellen DeGeneres, Neil Patrick Harris e agora Jane Lynch instaurando a hegemonia gay no Emmy, rs.

A cerimônia já começa cheia de potencial, Jane Lynch solta a voz em um número musical revival de 1965 e em um corte rápido (uma das vantagens da tv), valsando ela faz sua entrada na Sterling Cooper Draper Pryce (a agência de publicidade do seriado Mad Men) e dá aquela cantada marota na Peggy Olson ” Muita coisa mudou desde 65. Aliás, mulheres já podem se casar com outras mulheres. Hey, Peggy.”

Jane super inspirada revidou a piadinha sem graça da equipe de Mad Men sobre o “cabelo de homem” dela dizendo que “só o corte do meu cabelo vale mais que a sua casa”. Isso aê Lynch, não deixa barato não!

Na minha opinião as duas melhores alfinetadas da noite  – a primeira direcionada ao idiota do Charlie Sheen, Lynch disse “falando em bares, por alguma razão inexplicável Charlie Sheen ficou a noite toda no palco, fazendo sua turnê ‘ Hollywood por favor me contrate de novo’, haha.

E a segunda, o argumento mais convincente do mundo pra explicar o porque dela ser lésbica  “A lot of people are very curious why I’m a lesbian. Ladies and gentlemen, the cast of Entourage.”  Pra quem não sabe, Entourage é um seriado extremamente chato que conta a história de um grupo de amigos de longa data, um deles fica famoso e leva os companheiros inseparáveis junto com ele para Hollywood = BORING. Se essa sinopse não te convenceu aqui vem a bomba, o seriado é baseado na vida do MARK WAHLBERG. certo? BORING.  Fiquei mais fã ainda da Jane!

Para terminar vale a pena dar uma conferida nos modelitos que ela usou durante a cerimônia, abusou dos vestidos e sempre gata na balada de smoking ou terno.

Issaê Jane, ahazou como anfitriã do Emmy! Apesar de não concordar muito com algumas premiações você fez a minha noite. Não perca a reprise do Emmy hoje pela Warner às 23h.

Confundo cabelo com sexualidade.

Agosto 26, 2011

O gaydar feminino ainda não é uma tecnologia infalível, mesmo que os indícios sejam fortes nem sempre a resposta é positiva. Eu mesma já quebrei a cara várias vezes …
Uma coisa que sempre me confunde é o cabelo. Em um episódio de The L Word (não me lembro qual)  um garoto comenta com a Jenny que as lésbicas tem uma atitude diferente, e os cortes de cabelos são os mais legais – “tem algo no cabelo delas” – ele diz.

Enfim, acho que ele tem razão. Tem mesmo algo na atitude e no cabelo, mas não é só para lésbicas. O cabelo é de grande importância para as mulheres. Dá pra passar várias mensagens com um penteado, um corte ou a falta deles.  Não sei se isso existe nos homens, pq sinceramente, nem reparo ahaha.

Listei alguns exemplos que confundem o meu gaydar, rs. Quem tiver mais aí pode comentar.

Evan Rachel ❤

 

Natalie Portman

 

Agyness Deyn

 

Elly Jackson

 

Pink

Bar Dyke está em extinção?

Julho 19, 2011

Li uma matéria, recentemente, no AfterEllen sobre o fim dos bares lésbicos e parei para pensar sobre BH. Seria mesmo verdade? A cena lésbica aqui anda muito apagada, e talvez não seja só aqui.  Perceba, eu não estou falando sobre bar gay ou balada gay, isso tem bastante.  Tá cheio de bar em BH que abriga uma grande mistura de gêneros e identidades, mas nenhum que seja exclusivamente de lésbicas.

O que acontece em BH acho que acontece no mundo todo, pra não ter uma vida curta os bares aumentam o escopo, quando não são invadidos pela maioria. Nem sempre o bar é oficialmente gay, mas acaba eleito pela proximidade de uma balada gay ou simplesmente porque vira modinha.

Sabe aqueles bares de lésbica que vemos em alguns filmes? Queria muito que tivesse um desses aqui, com motos na porta, luz baixa, música brega de jukebox , chopp naqueles canecos de 1 litro e lésbicas de terno e gravata! haha. Imaginem, eu seria uma frequentadora, com certeza. Acho o máximo.

O que eu to dizendo é que sinto falta de um espaço só para meninas, um bar pra chamar de nosso. É pedir demais? Não precisava ser um bar gigante, pelo contrário, um lugar pequeno, aconchegante, com sinuca e cerveja. Isso já seria o suficiente.  Por que não temos lugares assim? Por que todos os bares são mais gays que lésbicos? Sempre me pergunto isso e não consigo achar uma resposta. Vários bares que começaram inicialmente com uma proposta lésbica, administrados por lésbicas, acabam virando um antro de gays homens.

Tenho apenas uma observação a fazer, talvez seja esse o motivo: se aparecer um bar desses aqui em BH, não digo exatamente como esses do interior dos EUA, mas com temática lésbica – FREQUENTE!

Vá ao bar, chame tuas amigas, marque reuniões ou encontros. Isso se chama apoio, é disso que eu tô falando. As lésbicas precisam ser mais unidas e lutar por um espaço só delas. Se você frequenta a balada, o bar, você está ajudando a manter o lugar.  Senão o futuro é obscuro e estaremos sempre na sombra das bichas. É preciso ter mais presença, suaslésbicas!

Lembram da cena de Desejo Proibido que azamiga vão no bar de dyke e encontram a Chloë Sevigny lá?
Por isso tem que ter mais bar só de lésbicas, nunca se sabe! haha

O homem com voz de garotinha

Junho 30, 2011

Para tudo! Na minha época, e provavelmente na época de várias de vocês, não tinha isso!
Dê uma reparada nos desenhos hoje, nem parece que são feitos para crianças. Bob esponja  já é passado perto desses novos desenhos super lisérgicos.
Um que eu gosto muito é FlapJack, uma amiga compartilhou esse epi no reader. Não tem como gente, tive que postar.

Tem uma crossdresser no desenho? Uma transgender? Alguém me explica o que é isso?
Muito engraçado. haha

Isso renderia uma discussão super aprofundada.

Sunshine!

Maio 12, 2011

Esse é meu novo lema pra vida toda!

Xadrez nosso de cada dia.

Maio 4, 2011

O frio tá chegando, você pequena dyke com várias camisas de flanela lindas esperando para serem usadas e a realidade: MELHOR NÃO…
Não estou aqui lutando à favor de uma segmentação da indumentária,  do direito inalienável da identidade lésbica pautada na vestimenta, mas preciso fazer um desabafo em forma de pergunta.

O que diabos aconteceu que 90% da população de BH resolveu, de um dia pro outro, eleger a camisa xadrez como o hit da balada?

Uma amiga comentou outro dia que tinha tanta gente de xadrez na boate que se ela fosse a dj começaria a tocar músicas de Festa Junina, tsc. E o pior, tem gente desconfigurando o uso conceitual do xadrez. O xadrez dos kilts irlandeses definia as famílias, a flanela lumberjack, o lenhador americano, protegia do frio e depois foi incorporada pelo movimento Grunge. As dykes vieram na esteira do movimento usando a camisa xadrez como peça básica do guarda-roupa, porque é básico, viril e acima de tudo confortável. rs

Daí você anda na rua e vê o horror, o horror!

Dá ou não dá vontade de pegar de porrada quem usa uma roupa dessas? Isso é um crime, um desrespeito! rs
Confesso, eu tenho preconceito com pessoas que usam esse tipo de roupa. Camisa xadrez com babado, na minha opinião, é o equivalente ao abadá fluorescente usado nessas “reuniões” de axé, é o sertanejo universitário e vesgo.

O xadrez é a lingerie das lésbicas, e eu fico puta quando vejo um desrespeito desses. Proponho tratarmos com ignorância e violência esse tipo de conduta. É preciso uma posição totalitária e sufocadora pra esse movimento nefasto. Vou montar um grupo de dykes enfurecidas, armadas com tacos de beisebol, pra dar cabo de gente que desrespeita o xadrez. hahaha

Brincadeiras a parte… (ou não, rs) eu estou realmente chateada com esse boom xadrez que tomou conta de BH. Minhas camisas vão ficar com o uso suspenso até essa negada achar outra modinha.

pfff