Archive for the ‘Girls’ Category

Apples and Oranges

Julho 25, 2012

(clique na imagem para aumentar)

A tirinha já diz tudo, mas dá pra escrever uma tese sobre isso. Não dá? Eu apenas digo que, para mim, seguir o caminho das maçãs foi o que fiz de mais acertado na vida.

😉

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The Real L Word – 3ª temporada

Julho 16, 2012

Teve início, na última quinta-feira, a nova temporada de The Real L Word. O reality show do canal Showtime é cria da produtora Ilene Chaiken, a mesma que produziu The L Word.

Já rolaram duas temporadas com tudo que o mundo dyke pode oferecer de melhor: super recomendadas. E vou te contar viu, Ilene leva bem a sério esse lance de “Real”, tem cenas de tirar o fôlego.

Pra essa 3ª temporada, que recebeu o nome de Bi-Coastal, a ideia é fazer um intercâmbio entre as queridas dykes do Brooklyn e de LA. A brincadeira vai mostrar um pouco dessa rivalidade que existe entre a costas  Leste e Oeste dos EUA e que, claro, alcança  também as lésbicas.

Tiveram o bom senso de tirar as sapatãs mais chatas da última temporada e colocarem umas gatas de NY. Nossa querida Whit continua firme e forte! Na página da Showtime dá pra ver as novas aquisições.

Veja os vídeos do casting e o preview da nova temporada.

 

 

Gossip no Brasil, será?

Julho 12, 2012

Bom, depois de várias tentativas frustadas, mais uma vez comprei meu ingresso pra ver o Gossip. Será que dessa vez eles vem mesmo? Vamos acompanhar…

Pra quem ainda não sabe o Festival Planeta Terra 2012 confirmou a banda pra dia 20 de outubro. Ainda tem ingresso, dá tempo de comprar.

Pra ir fazendo o esquenta vou compartilhar umas fotos da Hannah Billie, a baterista gata, que achei por aí.

Hannah Billie cazamiga dyke. 😉

A pose clássica.

sensualizando discosta.

 

bons drink

 

Fazendo a linha “um dia no escritório”

 

Tudo é uma questão de… perspectiva.

Abril 26, 2012

 

 

 

É, e passamos a vida toda nos explicando. Não tem jeito.

Coisas que as lésbicas dizem

Abril 20, 2012

Vamos lá, assuma. Se você é lésbica certamente mantém os mesmo hábitos, repete as mesmas falas, usa as mesmas roupas, gosta das mesmas coisas e, sim, pensa da mesma forma que a grande maioria das outras lésbicas. Mas não pense que isso é ruim. Ao contrário, é questão de identidade, é o que nos diferencia de todo o resto do mundo. Saiba que você faz parte de um seleto grupo de mulheres lindas e inteligentes, e ainda que “enclichezadas” pode apostar que são os clichês mais legais. Tenha orgulho!

No vídeo “shit lesbians say” a guria teve o bom gosto de selecionar uns dos melhores clichês lésbicos.

Sintam-se a vontade de compartilhar outros que acharem interessantes.

O tal do currículo lésbico

Março 13, 2012

Bom, é preciso contextualizar pra depois não me acusarem de ter tomado doses excessivas de moralina.
Mesmo que muitas neguem, há uma prática bastante encorajada entre as lésbicas: pedir referências. Claro, todas querem se prevenir pra não entrar numa “cilada, Bino”.

Você está em um bar e acaba de conhecer a fofa, a primeira coisa que tenta descobrir é o currículo lésbico – quem foi a ultima namorada, ficante, rolo e por aí vai. Nessa hora vale correr ao banheiro e mandar sms prazamiga, pesquisar o nome no Google, tentar investigar o Facebook, afinal as redes sociais estão aí pra isso – dar spoiler e estragar toda conquista. Que levante 3 dedos quem nunca stalkeou na vida.

Mesmo que você queira jogar com a sorte, feitas as apresentações o que vem em seguida? Seria interessante perguntar o que a fofa gosta de fazer pra se divertir, ou com o que ela trabalha, se gostaria de mais um drink, certo? Errado. Isso é insignificante e você pode deixar pra depois, assuma! Como uma boa lésbica você tá se roendo pra saber o por quê de você nunca ter visto ela antes em nenhuma balada e com quem ela já namorou ou dormiu.

Afinal descobrimos que ser lésbica é quase uma profissão (que praticamos com muito orgulho) e que o currículo com  as experiências profissionais conta muito. Pode-se perder uma vaga e também dispensar uma candidata só de saber quem é ela naquele enorme (insira aqui bastante ironia) fluxograma lésbico que chamamos carinhosamente de “quem já pegou quem”. Os motivos para a dispensa são vários, não preciso nem citar.

Naturalmente existem dykes que não são tão neuróticas como a maioria e conseguem desapegar desse processo todo e curtir a balada, podendo depois estender as coisas ou não. Mas são poucas as que conseguem viu, a grande maioria segue o padrão dessa “neurose saudável”, se é que podemos chamar assim.

Se cabe aqui minha opinião, ainda que todo esse protocolo me favoreça no futuro sempre odiei spoilers. Acredito que, dependendo da situação, podemos oferecer o benefício da dúvida, mesmo que seja apenas para provar um ponto. A surpresa sempre virá, boa ou ruim, resta saber do seu ânimo e disponibilidade para esperá-la. O que me incomoda nisso tudo é as vezes não poder nem tentar, isso sim é decepcionante.

Lesbro – você está fazendo isso errado

Março 5, 2012


Contrariando todas as advertências de Valerie Solanas ainda acredito que é possível construir uma amizade “edificante” com os garotos heterossexuais. Mas… em alguns casos é preciso ter um pouco de paciência, haja visto que a novidade pode trazer aos mais entusiasmados pequenas doses de confusão.

Não pretendo com esse post enaltecer as vantagens de se ter uma lésbica como amiga ou, indo mais longe, diminuir de qualquer maneira a capacidade de heterossexuais em manter um relacionamento saudável com uma lésbica. Pelo contrário, gostaria de jogar luz sob algumas situações recorrentes que podem ser bem desagradáveis e gerar um certo desconforto.

Do começo, segundo o Urban Dictionary existe uma nova classe por aí: os Lesbros, como o próprio nome diz é o brother dazamiga dyke. Um lesbro é uma pessoa querida que respeita, tem boa convivência e é partidário das lésbicas. Confesso que durante esses 14 anos de lesbianice conheci poucos, mas eles existem.

Bom, mas pra ganhar realmente a estrelinha de Lesbro é preciso ter em mente alguns pontos importantes que escrevo a seguir. Lembrando que são apenas dicas para melhorar ainda mais esse tipo de relacionamento.

Querido Lesbro, sua amiga curte mulheres mas isso não quer dizer que você deve tratá-la como seu amigão. Papos que contenham temas como “peitinhos gostosinhos”, “bundinha apetitosa” e adjacências… bom, melhor evitar. E se você discute esses tópicos com teus amigos homens, essa é a hora de você começar a se referir às mulheres de maneira mais apropriada. É preciso lembrar que as lésbicas só são lésbicas porque, antes de tudo, são mulheres e ficar ouvindo esse tipo de coisa não é só desnecessário como revoltante.

Outra coisa que vocês devem se lembrar é que tapas nas costas, brincadeiras de socar e jogar no chão devem ser evitadas por motivos óbvios. Assim como desvios de comportamento, como arrotos e outras coisas mais, em qualquer relação de amizade que se preze não devem ser encorajados. Tudo vai depender do nível de intimidade que vocês construirem.

Sua amiga lésbica não é um guia universal de como entender as mulheres. Ok, problemas de relacionamento existem entre todos os tipos de casais mas não é porque agora você tem uma amiga dyke que você finalmente vai começar a ter dicas exatas de como se dar bem. Desapegue dessa ideia.

E para finalizar é preciso que se tenha muito claro em mente que não importa o quão fofo, carinhoso, respeitador e querido você seja, uma amizade com uma lésbica não vai garantir que no futuro talvez você consiga fazer sexo com ela ou aumentar as suas chances de fazer sexo com outras lésbicas. Se você tiver isso em mente ao começar uma amizade com uma lésbica, você está fazendo isso errado.

Bright Side…

Março 1, 2012

Com certeza tinha lá suas vantagens ser lésbica no século 18, 19.

Com esse post inicio os trabalhos do 3fingers em 2012. Estive ausente nos últimos meses por conta de finalizar um projeto importante na minha vida profissional.

Agora estou de volta e espero que isso seja uma boa notícia para as milhares de mulheres lindas que acessam meu blog todos os dias.

Att.

BD

Não caia na bobagem – tutorial de como não contar para os pais.

Dezembro 14, 2011

Pequena amiga sapatã, se você não passou por isso (ainda) pode ir se preparando. Ninguém consegue viver na sombra por toda a eternidade, bom, pode ser que até consiga sim, mas quem aguenta? Há dias que dá vontade de abrir a janela e gritar pra geral algumas verdades, mas não é bem assim que se deve resolver as coisas também.

Resolvi por fazer esse post já que não é de hoje que venho recebendo emails pedindo ajuda ou dicas sobre o que fazer na hora de enfrentar a situação, abrir o peito e gritar que gosta de mulher sim e daí.  Bom, especialmente se você ainda mora com os pais e depende deles financeiramente a coisa pode vir a ficar bem feia. Por isso vamos com calma.

Primeiro de tudo, fim de ano é uma péssima hora pra fazer isso. Não se engane pensando que o espírito natalino e essa palhaçada toda de amor e união vai tocar o coração da tua mãe e pai queridos PORQUE NÃO VAI. Nem sei se existe uma “melhor época” pra sair do armário mas definitivamente não é essa. Força, segura as pontas mais uns dias pra não acabar com as comemorações da tua família e principalmente a tua viajem cá namorada no reveillon, continuem só amigas super íntimas e grudadas, ok?

Esse post não vai te passar a receita de bolo ou o caminho das pedras de “Como sair do armário em 12 passos”, o título mesmo já adianta do que se trata – como NÃO contar para os pais – alguns detalhes não precisam ser compartilhados, dependendo do calor do momento eles não vão entender ou sequer ouvir.

É preciso ter em mente que será um choque de realidade, tanto para os pais que receberão uma notícia ,digamos, inesperada e para você, que provavelmente não receberá a resposta que espera. Se você contar e for super aceita, por pais compreensivos que entendam logo de cara, agradeça porque isso é bem raro, mas acontece, entretanto. Mas na maioria das vezes a resposta pode ser negativa. Alguns pais choram muito, perguntam o que fizeram errado, outros surtam e te prendem em casa, outros vão apontar os culpados e o pior também pode acontecer, você pode ser bastante hostilizada dentro de casa.

É preciso ir com a cara e a coragem mesmo, não é pra ir armada e sim disposta a conversar e se explicar ou apenas deixar o tempo agir. Mas antes de tudo, é preciso se apresentar aos pais da maneira mais leve possível, e sabendo que o resultado pode ser bem diferente do que você planejou.  Dessa forma, estou inclinada a acreditar  que a única dica que eu posso realmente disponibilizar e que  talvez seja a única que realmente ajude nessas horas é : conte aos poucos.

Existem duas maneiras de se entrar em uma piscina gelada, quando é preciso entrar.  Você pode dar um mergulho profundo procurando se adaptar rapidamente à temperatura da água, ou pode ir entrando aos poucos, se acostumando à medida que vai avançando rumo ao fundo.  É preciso fazer um estudo de campo, avaliar o terreno e escolher uma das duas estratégias, e não se pode esquecer que existem vantagens e desvantagens nas duas escolhas.

Na primeira o choque é forte, pode ser dolorido, você pode tocar o fundo e quando emergir ainda poderá sentir frio e não é possível mais recuar, mas pelo  menos você acaba logo com isso, dá um certo alívio. Já a segunda opção é bem mais demorada, solicita mais disposição e o frio se prolongará até que o corpo se acostume com a temperatura, porém permite o recuo estratégico e não é preciso atingir o fundo de imediato.

Felizmente vivemos em uma sociedade bem mais tolerante e esclarecida, os gays estão nas novelas, estão no ambiente de trabalho dos teus pais, estão no condomínio onde você vive, estão agora inclusive na união civil reconhecida pela lei, estamos por toda parte. Por isso eu penso que entrar aos poucos na piscina talvez seja mais prudente do que o mergulho até o fundo. Você pode ir mostrando filmes, debatendo sobre a novela, mostrando uma coluna do jornal ou um livro, e principalmente passando a mensagem de que não é errado ser gay, não é ofensivo ou nocivo a tua saúde ou futuro.

Você ainda poderá casar, ter filhos, adotá-los, se realizar profissionalmente, ser respeitado enquanto pessoa, enfim, viver uma vida normal, não exatamente a que teus pais sonharam e idealizaram para você, mas uma tão digna quanto!

Por hora apenas digo que qualquer que seja a tua decisão, contar de uma vez ou aos poucos vá sabendo que não será fácil. Não existe um jeito fácil de fazer isso, respeite o tempo dos teus pais e cuide de você. Se for preciso procure um centro especializado de apoio, quando se compartilha um problema ele fica mais leve.

Boa sorte a todas!

Vogue (dyke) de setembro

Setembro 13, 2011

A edição da Vogue US de setembro é considerada a mais importante do ano.  É começo do outono por lá e a revista traz as ultimas tendências previstas para o outono/inverno.  Neste mês a Vogue lança uma super edição, a maior do ano, e é lida por mais ou menos 13 milhões de pessoas. A edição de setembro ficou tão famosa que até rendeu um filme sobre o processo todo.

Enfim, é futilidade demais em apenas 758 páginas? Não se antecipe nos preconceitos amiga leslie, a edição de setembro da Vogue US tá mais dyke do que nunca. Estou pensando seriamente em comprá-la.

Não tenho costume de ler as revistas femininas brasileiras (só aquela folheada básica e ligeira no salão ou em salas de espera) então não sei dizer se é tendência por aqui também, mas o fato é que a Vogue já percebeu que as dykes estão em alta e são o hype não só do verão, mas também do outono/inverno.

Veja o que você, dyke antenada, vai curtir na Vogue US de setembro/11:

A nova campanha da modelo-dinamarquesa-delicia Freja Beha pra Chanel

Tá gatinha ein!

Tem também os anúncios da nova coleção da Doce & Gabbana fall/winter 2012 . Uma super vontade de comprar quase tudo!

Sas dyke viu!

Dyke enough? Bom, ainda seguindo a pauta lésbica da edição de setembro temos fotos da hypezinha  Anne Catherine Frey usando bowties.  Essa Maria-rapaz, como diriam os portugueses, tá famosa nos blogs de moda franceses.

Frey e seu cabelito bowlcut

Ainda tem uma matéria longa sobre casamentos eco-friendly, que traz as modelos Julia Nobis e Rei Kate sugerindo o casamento com duas noivas.  Bolo vegan, roupas orgânicas e as palavras “tempos modernos”. A sugestão ficou ótima, não?

Saiu também a campanha do Kenneth Cole que apoia o casamento gay.

Bom, deu pra perceber que tem bastante coisa né?  Ainda tem um editorial com os atores de Glee, uma entrevista com a editora da Vogue francesa comentando sobre androginia e seu estilo básico de se vestir, várias modelos lindas e muitas dicas que interessariam não só as dykes, mas a qualquer mulher que se liga em moda.  Anna Wintour, você está de parabéns viu!