O tal do currículo lésbico

Bom, é preciso contextualizar pra depois não me acusarem de ter tomado doses excessivas de moralina.
Mesmo que muitas neguem, há uma prática bastante encorajada entre as lésbicas: pedir referências. Claro, todas querem se prevenir pra não entrar numa “cilada, Bino”.

Você está em um bar e acaba de conhecer a fofa, a primeira coisa que tenta descobrir é o currículo lésbico – quem foi a ultima namorada, ficante, rolo e por aí vai. Nessa hora vale correr ao banheiro e mandar sms prazamiga, pesquisar o nome no Google, tentar investigar o Facebook, afinal as redes sociais estão aí pra isso – dar spoiler e estragar toda conquista. Que levante 3 dedos quem nunca stalkeou na vida.

Mesmo que você queira jogar com a sorte, feitas as apresentações o que vem em seguida? Seria interessante perguntar o que a fofa gosta de fazer pra se divertir, ou com o que ela trabalha, se gostaria de mais um drink, certo? Errado. Isso é insignificante e você pode deixar pra depois, assuma! Como uma boa lésbica você tá se roendo pra saber o por quê de você nunca ter visto ela antes em nenhuma balada e com quem ela já namorou ou dormiu.

Afinal descobrimos que ser lésbica é quase uma profissão (que praticamos com muito orgulho) e que o currículo com  as experiências profissionais conta muito. Pode-se perder uma vaga e também dispensar uma candidata só de saber quem é ela naquele enorme (insira aqui bastante ironia) fluxograma lésbico que chamamos carinhosamente de “quem já pegou quem”. Os motivos para a dispensa são vários, não preciso nem citar.

Naturalmente existem dykes que não são tão neuróticas como a maioria e conseguem desapegar desse processo todo e curtir a balada, podendo depois estender as coisas ou não. Mas são poucas as que conseguem viu, a grande maioria segue o padrão dessa “neurose saudável”, se é que podemos chamar assim.

Se cabe aqui minha opinião, ainda que todo esse protocolo me favoreça no futuro sempre odiei spoilers. Acredito que, dependendo da situação, podemos oferecer o benefício da dúvida, mesmo que seja apenas para provar um ponto. A surpresa sempre virá, boa ou ruim, resta saber do seu ânimo e disponibilidade para esperá-la. O que me incomoda nisso tudo é as vezes não poder nem tentar, isso sim é decepcionante.

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3 Respostas to “O tal do currículo lésbico”

  1. Rafael Sandim Says:

    Me arrisco logo existo.

  2. Felipe Minas Says:

    Quem não arrisca não petisca….
    e se quem namora o rabo embora( ou se fode..)
    o negócio e se jogar…e foda-se!

  3. Barbara Deister Says:

    é o que eu acho tb.

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