Archive for Março, 2010

Idades e peculiaridades…

Março 31, 2010

Margem e exemplos estabelecidos apenas para fins didáticos, que fique bem claro…

Dos 18 aos 25
– Beatriz Almeida, você é a mulher da minha vida e eu vou casar com você, anote o que eu estou dizendo!
– AHN!? Garota, você me conhece há dois dias!

Dos 25 aos 35
– Beatriz, tem uma garrafa de Casillero (vinho chileno) esperando por você no meu apartamento na sexta-feira à noite, embalado por Portishhead. A que horas eu te espero?
– Mas você nem perguntou se eu queria…

Dos 35 em diante
– Beatriz, você estará ocupada na sexta à noite? Eu comprei essa garrafa de vinho português da safra reservada de 1997, colheita do Alentejo. Acho que cairia muito bem com um bom jazz, ou quem sabe um blues. Bessie Smith, o que você acha? Não consegui pensar em nenhuma companhia mais agradável do que a sua para dividir este momento comigo.
– Err… claro!

é, se preparem…

Islândia: o país mais feminista do mundo!

Março 31, 2010

Reykjavík capital da Islândia - viu, não é só gelo não

Hoje pela manhã uma amiga me mandou um link com uma matéria do “The Guardian” com o título do post, e o subtítulo também era de peso: ” A Islândia acabou de banir todos os clubes de strip do país. Talvez até seja por causa da primeira ministra que é lésbica, mas também pode ser porque a Islândia é  o país mais ‘female-friendly’ do planeta.”

Johanna Sigurðardóttir levou o crédito de ser a primeira mulher a liderar o governo islandês, mas na verdade essa honra foi de Vigdis Finnbogadottir, que foi presidente de 1980 a 1996. O país vem se tornando, rapidamente, um líder mundial no feminismo. Um país com uma pequena população de 320 mil habitantes e  provavelmente com as mulheres mais bem tratadas, pelo menos, da Europa. A primeira ministra está prestes a conseguir o que muitos consideravam impossivel: encerrar a indústria do sexo no país. Foi aprovada uma lei que vai resultar no fechamento de todas as boates de strip.

Johanna seu cabelo é tudo! Super "diabovesteprada" style

E o mais impressionante: o país nórdico é o primeiro no mundo à proibir os stripes e as lapdances por razões feministas, e não religiosas. Kolbrún Halldórsdóttir, a ministra que propôs a proibição com firmeza, disse à imprensa nacional nesta última quarta-feira: “Não é aceitável que as mulheres ou as pessoas em geral sejam produtos para serem vendidos.” Ao ser perguntada sobre a Islândia se tornar o maior país feminista no mundo, ela respondeu: “É, certamente. Principalmente como resultado dos grupos feministas que colocam pressão sobre os parlamentares. Essas mulheres trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana, com suas campanhas e, eventualmente, filtram os resultados para toda a sociedade.” A notícia é um verdadeiro impulso para as feministas de todo o mundo, mostrando-nos que quando um país inteiro se une por trás de uma idéia qualquer coisa pode acontecer.

Kolbrún, ministra e feminista. E no Brasil temos a Dilma, fail!

E como a Islândia conseguiu? Para começar, o país tem um movimento forte feminino e um elevado número de mulheres na política. Quase metade dos parlamentares são mulheres, e foi classificado em quarto lugar entre 130 países no índice internacional Gender Gap (atrás da Noruega, Finlândia e Suécia). Todos estes quatro países escandinavos, em certa medida, criminalizaram a indústria do sexo (legislação que o Reino Unido irá adotar no dia 1 de Abril). “Uma vez que você quebra esse teto de vidro do passado,  e tem mais de um terço de mulheres na política”, diz Halldórsdóttir, “muda alguma coisa. Essa energia feminista parece permear tudo.”
Johanna Sigurðardóttir é a primeira mulher, na Islândia e no mundo, a chefiar um estado e ser assumidamente lésbica. A Primeira-Ministra participa de campanhas contra a violência sexual,  estupro e a violência doméstica: Johanna é uma grande feminista que desafia os homens de seu partido, e recusa sentir-se oprimida por eles.
E eu que só conhecia Sigur Rós e Björk, agora fiquei fã dessas mulheres!  Quero conhecer a Islândia. Se cabe dizer, fiquei com uma pequena inveja branda. Sem mais.


Is your girlfriend a lesbian?

Março 30, 2010

Nem precisa comentar né, super divertido. Façam o teste. Dica da Laila Castro.

Some days are better than others

Março 23, 2010

E não é que depois de um hiato de 4 anos Carrie Brownstein tá pensando em voltar com o Sleater-Kinney?! Então, deixa eu contextualizar quem não conhece a banda, o Sleater-Kinney foi uma das principais bandas pós-riot-grrrl dos EUA, e nossa, uma das minhas bandas favoritas. As meninas tocaram por 11 anos e lançaram 7 discos muito bons, e em 2006 resolveram dar um tempo para descansar. Na semana passada Carrie Brownstein, vocalista e guitarrista do trio de garotas criado em Portland, anunciou que está com um novo projeto ao lado de Janet Weiss, baterista da banda.

Sleater-Kinney

E enquanto aguardamos sedentos pela volta do Sleater uma novidade, Carrie (agora trabalha como jornalista musical para o site da rede pública de rádios NPR) também participou do filme “Some days are better than others”  – primeiro longa de Matt McCormick, diretor experimental também de Portland, que tem como produtor Gus Van Sant ( Paranoid Park) e Kelly Reichardt’s Will Oldham (Old Joy).

O filme é uma narrativa poética que se desdobra sobre a questão ” por que os momentos felizes são tão efêmeros, enquanto os momentos de dificuldade parecem durar muito mais?”  O longa aborda conceitos  de abundância, vazio, conexões entre as pessoas e abandonos, enquanto  uma rede de personagens, emocionalmente desajeitados, tenta manter a esperança inventando suas próprias formas de comunicação  e conquistas particulares. É uma história triste, de pessoas esquecidas nessa sociedade descartável, e também uma história sobre saber quando é melhor segurar e quando é melhor deixar partir.

Brownstein e James Mercer (da banda The Shins) interpretam os personagens principais Katrina e Eli, respectivamente. O filme ainda traz vários outros artistas do indie-rock de Portland,  incluindo Corin Tucker (também do Sleater), YACHT (que fazem uma performance no filme), Corina Repp,  Matt Sheehy, entre outros.

Então, depois dessa devemos esperar que Carrie participe de outros filmes? Será que ela vai pra Hollywood? Em resposta a essas perguntas, Brownstein disse  “Atuar é somente um hobby, eu disse pro Matt que eu provavelmente seria responsável se algo desse errado, mas ele me escalou mesmo assim.”

Carrie, cantora e agora atriz. Ela tá mto lindinha no filme

O filme estreou no último final de semana no  festival South by Southwest e deve demorar bastante pra chegar por aqui (se chegar né minha gente). Por isso é só ficar de olho que assim que eu achar um link pra download eu disponibilizo aqui no blog.

Cherry Bomb!

Março 17, 2010

Enquanto luto com vários textos do meu mestrado, e não consegui ainda  um tempinho pra preparar um próximo post de qualidade, vou subir aqui um vídeo ótimo com o trecho do filme “The Runaways”, que mostra a execução de Cherry Bomb. Já dá pra sentir o clima né.  Mal posso esperar pra ver.

Enjoy it!

The Runaways!!!!

Março 15, 2010

Cherry Bomb mesmo!

Depois de um longo inverno (porém verão) longe, vou voltar com o blog. Peço perdão por esse meu hiato, mas  estava colocando as coisas em ordem, internamente. Ok, como se alguém realmente acompanhasse isso aqui. Haha. Adorei fazer essa introdução me dando ares de importância. Mas enfim. Nada melhor, pra inaugurar meu grande retorno, do que falar do aguardado filme que vai trazer Kristen Stewart, Dakota Fanning e as outras meninas, provavelmente, em seus melhores papéis ever. Só pelas fotos já vi que vou pagar língua mesmo e nem ligo.

Vou, malandramente, reproduzir aqui no blog o que li no after ellen, até porque tem muita gente preguiçosa quando vê que a matéria tá em inglês e pra quem não teve ainda a oportunidade de aprender. E no fim coloco os créditos pra quem quiser praticar ok?  O post tá grande e já aviso que se você não curte uns spoilers melhor parar por aqui.

O filme é basicamente sobre aquele sonho de todo adolescente, tornar-se um Rock Star. Mas diferente da maioria que só deseja, as gatas realmente alcançam o estrelato. E essa não é uma história que você escuta todos os dias, principalmente por ser uma banda só de mulheres que faz um som super punk-glam-agressive-rock.

The Runaways

Quem já viu não curtiu muito, disseram que principalmente por ser uma história sobre o surgimento e a queda de uma banda, na verdade a primeira banda só de mulheres a chegar ao sucesso, o filme se perde ao tentar contar essa história, e fica meio cliché quando reduz o sonho verdadeiro ao drama comum. O que salva mesmo é a atuação de  Kristen, que consegue preencher essas lacunas e nos lembrar pq todos amamos rock ‘n’ roll.

O filme  mostra a primeira formação da banda,  da primeira turnê e, subsequentemente, como foi o desfecho. Naquela pegada sobre os ensaios, os shows e a relação das meninas com seu empresário transtornado. Mas o que deixa a desejar é a falta de foco na banda, o filme não se desdobra muito sobre a dinâmica interna, o que acaba sendo meio frustrante já que o nome do filme é : The Runaways.

Kristen encarnou totalmente a Joan Jett selvagem que a gente conhece, ela se move como a Joan , segura a guitarra daquele modo primitivo, quase obsceno. Stewart é uma atriz instintiva que merece uma grande carreira, e para quem conhece apenas sua atuação no frio fenômeno de Crepúsculo, The Runaways é um alívio poderoso. (e vai ser gata assim lá em casa viu!)

Isso ae Joan, fazendo as notas mesmo.

Infelizmente, Jett não tem nenhuma história de fundo no filme. Isso porque o filme tem a perspectiva de  Cherie Currie e também porque Jett, que é produtora do filme, decidiu guardar os seus próprios segredos. E no final ainda sabemos mais sobre Joan do que da própria Currie, simplesmente porque Joan sabe quem ela é (e assim faz Stewart): uma estrela do rock, pura e simples. Ela enfrenta os mesmos desafios que Currie, mas encontra modos de desviá-los ou usá-los.

Já sobre a atuação de Dakota Fanning as críticas de quem já viu o filme não são nada positivas, o que se comenta é que ela  não tem estatura suficiente (física ou qualquer outra) para dar a vida às ambições de Currie.  Ela não consegue mostrar a verdadeira insolência verbal de Cherie, e a sua voz não chega nem perto do berro agressivo e desconcertante que ela tinha. Mas isso só vamos saber mesmo depois de ver o filme né gente.

Eu pegava a Dakota nesse filme

E sobre o mais esperado, as cenas lésbicas do filme  são surpreendentemente orgânicas. Os encontros  sexuais eram mais comuns e menos carregados nos anos 70, e é assim que é mostrado: como curiosidade natural ou como expressões de liberdade e de revolução , não necessariamente ligado à identidade, mas não fora do personagem também. Infelizmente, o estilo de Sigismondi (a diretora)  eventualmente esbarra na sexualidade, borrando-a e reduzindo-a a suspiros sugestivos. Mas é certamente melhor do que nada (e de novo, muito melhor do que Twilight).

gatinha ein, hehe

Enfim, The Runaways, mesmo que resumidamente, vai mostrar a banda e a música ( e uma Joan sempre impressionante) e revisitar a consciêcia adolescente america dos anos 70, e isso não é um pequeno fato. Todos nós já ouvimos sobre “sexo, drogas e rock’n’roll” , mas não ouvimos sob a perspectiva de uma garota e isso realmente faz o filme valer a pena.

O filme estréia nos EUA dia 19 de março e tem estréia prevista no Brasil em abril/maio. Agora é esperar ou baixar. rs

Matéria do after ellen na integra.

algumas fotos pra vcs se divertirem.

Joan fazendo a difícil

é, acho que o sexo não foi tão bom...

Curti!