Minissérie gay?

Carlo, ele é gay ele é vilão

A nova série da Globo chamada “Cinquentinha” , estréia dia 8 de dezembro, e trás no elenco nomes de peso. Dirigida por Wolf Maia e escrita por Aguinaldo Silva, a minissérie trará personagens gays. É um grande passo na história das mininsséries e telenovas, muitos vão dizer, provavelmente os mais apressados. Como sempre a temática homossexual será mostrada da pior maneira possível e, claro, com um final super moralista.

Ângela Vieira, interpretará Leila, jornalista lésbica que terá um romance com Marcela, uma secretária executiva interpretada por Laura Proença. O grande clichê vem agora, Leila se tornará heterossexual no meio da trama, o que é bastante incoerente se olharmos a questão a fundo, uma vez que Leila seduz Marcela, primeiramente, fazendo-a trocar o namorado por uma namorada. Onde está o nexo? Ângela comenta sobre a personagem “Minha personagem é feminina, moderna, ousada e gosta de mulher. Porém, sei que no meio da trama acontecerá algo e ela se tornará heterossexual. Não tenho nada contra os homossexuais. É um trabalho como outro qualquer. O que eu gosto mesmo é de fazer bons personagens”. O que será que vai acontecer? Será que ela vai ser ameaçada de morte por um cristão fanático? Veremos.

clichê jornalista lésbica

O outro personagem gay será vivido por Pierre Baitelli, Carlo o assumido da minissérie, acumula também o papel de vilão. Fábio Assunção e Gianecchini não quiseram fazer a Bee, e o papel e sobrou pro Pierre, que é um ator novo, mas nem por isso se considera substituto. Esse rostinho bonitinho esconde toda a maldade do personagem, que é manipulador, seduz homem-mulher-cachorro tudo por dinheiro, o fato de ser gay é secundário, antes de tudo ele é VI-LÃO. Ótima imagem pra retratar um gay não é mesmo? Tirem suas conclusões.

A trama conta a história de Daniel, que deixa em testamento uma missão para as ex-mulheres (interpretadas por Susana Vieira, Marília Gabriela e Beth Lago): elas terão que se juntar para administrar os negócios em crise e fazê-los prosperar de novo. Num prazo de um ano, a que se sair melhor nas tarefas ficará com 50% da herança, já que os outros 50% serão divididos entre os três filhos que o milionário teve com cada uma.

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3 Respostas to “Minissérie gay?”

  1. Ana Karina Says:

    Esse cara é muito bom ator, vc viu Capitu? Gosto dele, lindo de morrer. Não vejo problema em ele ser gay e vilão. A sexualidade não diz nada sobre o caráter, nem pro bem, nem pro mal. Acho até legal que ele não seja a vítima da história, “pobrezinho, ele é gay, ele sofre preconceitos, blá blá blá”. Dureza mesmo são as ex-lésbicas. Aí temos o problema de verdade, ao meu ver. SEMPRE que a Globo coloca algum personagem homossexual em suas tramas, ele termina heterossexual. Ou morto.

  2. Felipe Says:

    Ah… Adorei seu texto demais da conta, ow! E, pelo menos, o gay é LINDO! hehehe

    Mas eu também não espero nada de bom quando sei que a globo vai fazer alguma coisa “gay”. Pra mim a tentativa mais bem sucedida é a mais velada. Acho que “Aline” foi uma sacada brilhante. Mostra o homossexualismo como algo natural. E nem estou falando das bichas da loja de disco. Estou falando do Pedro e do Oto que eu tenho certeza que se pegam também. Afinal de contas, não existe relação a três que não seja a três de verdade, né?

  3. Stela Says:

    como diz um amigo meu: “sensação do verão!” ¬¬

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