CATch me Party! edição #Quem matou Jenny Schecter?
Pra essa edição, além das djs mais cats de BH preparamos uma surpresinha.
Como toda CAT que se preze, sabe que a nossa protagonista da festa bateu as botas na 6ª temporada de The L Word e tá de olho em todas vocês e vai puxar o pé de quem não comparecer!!!
E para a CAT que for e achar seu lindo rosto pela pista, ela dará agrados como cervejas Dos Equis (XX), cortesias e taças de champagne.
Pra ajudar no fervo double vodka até 1h da manhã e nosso famoso sorteio de garrafas de champagne.
(participam do sorteio os 100 primeiros pagantes)
A música boa é garantida, as meninas mais cats de BH também!
Djs
Ana Sylvia
Barbara Deister
Nina Godinho (bday)
Sylvia (@rachasbh)
Cherem
entrada – R$15,00
R$12, 00 na catlist (mande logo seu nome para catchmeparty@gmail.com)
Para quem confirmar presença no evento do facebook (http://on.fb.me/m1mUNV) tem o nome garantido na lista até 1h30 e para as meninas do RachasBH tem a noite inteira.
siga o twitter para os sorteios de cortesia – @catchmeparty
A festa rola na UP e.music
Rua Getúlio Vargas 1423 Savassi a partir das 23h.
Pois é sapatilhas, rolou ontem o primeiro beijo lésbico em uma novela brasileira, e a mensagem que fica é: VAMOS PRATICAR GALERA! Ficou muito insípido, mas por ser o primeiro até que tá valendo…
A novela se chama “Amor e Revolução” e passa no SBT. Não acompanho, só sei dizer que a trama se ambienta na época da ditadura militar brasileira. As pioneiras do beijo lez são as atrizes Luciana Vendramini e Giselle Tigre. Tá ok, vamos falar mal então,rs.
É aquela velha história super batida, a sapatã começa a curtir a amiga, que por sua vez resolve ver colé e dá mole, daí na hora que a coisa esquenta, fica confusa e indecisa e pede pra sair.
Bolerinho brega de fundo, penteados sessentistas trabalhados no laquê, um diálogo “enclichezado”, beijo sem língua e voilá – taí seu primeiro beijo lésbico revolucionário da tv brasileira. Mas claro, eu também não tava esperando que as duas se pegassem de jeito, naquela encoxada marota que todas conhecemos e se engalfinhassem ali no chão no meio do escritório, rs.
Minhas considerações – podia ter rolado uma línguinha ali sabe, não aquela coisa lasciva, mas uma língua de leve pra inclusive ficar mais verdadeiro. Eu entendo que foi o primeiro beijo delas e a loira quis pegar leve, eles quiseram mostrar um beijo romantizado e ficou falso. Daí tem o lance da perna, se eu entendi direito ela tava tentando forçar um “liberalismo” ali e se ferrou. Mas gente! Depois disso as duas se separam com aquelas caras de origami e conversam como se nada tivesse acontecido?
Depois de um beijo e uma perninha levantando e as duas com aquelas caras de fim de tarde? Assim não dá Brasil. Pelo menos um certo descontrole, um arfar, uma faltinha de ar dá, não dá não? Amigas, vocês fizeram teatro no NET? Pelamor…
O diálogo depois do beijo faz o arremate brilhante. “Nós mulheres começamos a abrir a boca agora” e eu completaria ” pra beijar azamiga” – Só faltou a língua né…
Mas convenhamos, muito melhor do que aquela mixaria que a Globo exibiu, em uma novelinha mela-cueca, entre as atrizes Alinne Moraes e e Paula PICArelli… se alguém souber de algum outro beijo lez, me avise porque eu desconheço.
Temos muito chão pela frente ainda meu Brasil, mas somos dykes e não desistimos nunca. Eu já fico bem feliz com essa cena, por mais brega e lacônica que tenha sido sabe? Pior é o final, beijou e não vai poder comentar cazamiga, sacanagem…
O frio tá chegando, você pequena dyke com várias camisas de flanela lindas esperando para serem usadas e a realidade: MELHOR NÃO…
Não estou aqui lutando à favor de uma segmentação da indumentária, do direito inalienável da identidade lésbica pautada na vestimenta, mas preciso fazer um desabafo em forma de pergunta.
O que diabos aconteceu que 90% da população de BH resolveu, de um dia pro outro, eleger a camisa xadrez como o hit da balada?
Uma amiga comentou outro dia que tinha tanta gente de xadrez na boate que se ela fosse a dj começaria a tocar músicas de Festa Junina, tsc. E o pior, tem gente desconfigurando o uso conceitual do xadrez. O xadrez dos kilts irlandeses definia as famílias, a flanela lumberjack, o lenhador americano, protegia do frio e depois foi incorporada pelo movimento Grunge. As dykes vieram na esteira do movimento usando a camisa xadrez como peça básica do guarda-roupa, porque é básico, viril e acima de tudo confortável. rs
Daí você anda na rua e vê o horror, o horror!
Dá ou não dá vontade de pegar de porrada quem usa uma roupa dessas? Isso é um crime, um desrespeito! rs
Confesso, eu tenho preconceito com pessoas que usam esse tipo de roupa. Camisa xadrez com babado, na minha opinião, é o equivalente ao abadá fluorescente usado nessas “reuniões” de axé, é o sertanejo universitário e vesgo.
O xadrez é a lingerie das lésbicas, e eu fico puta quando vejo um desrespeito desses. Proponho tratarmos com ignorância e violência esse tipo de conduta. É preciso uma posição totalitária e sufocadora pra esse movimento nefasto. Vou montar um grupo de dykes enfurecidas, armadas com tacos de beisebol, pra dar cabo de gente que desrespeita o xadrez. hahaha
Brincadeiras a parte… (ou não, rs) eu estou realmente chateada com esse boom xadrez que tomou conta de BH. Minhas camisas vão ficar com o uso suspenso até essa negada achar outra modinha.
O video é fofo, a iniciativa é nobre e necessária. No começo do mês o governo da Irlanda se destacou no cenário da luta LGBT contra o preconceito. Com o apoio do grupo “Belong To”, formado por gays, lésbicas, transexuais e travestis com idades entre 14 e 24 anos, lançaram a campanha contra o bullying homofóbico.
É com grande tristeza que reproduzo aqui um post de uma amiga sobre a agressão à uma Transexual em uma loja do Mc Donald’s, em Baltimore. Leia o post na integra no blog Inquietudine.
As meninas que agrediram a transgênero no banheiro do Mc. Donalds de Baltimore são negras. MULHERES e NEGRAS. São pessoas que históricamente/socialmente são alvos potenciais de preconceito em sociedades como a nossa.
O vídeo é nauseante não apenas pelas agressões físicas e verbais ou pelas risadas que se ouve ao fundo. É nauseante especialmente por mostrar a incapacidade humana de se sensibilizar com o sofrimento alheio. Ninguém socorre a transexual nos primeiros momentos do vídeo, ninguém se coloca entre as agressoras e a vítima. NINGUÉM. Ninguém tenta parar as agressões.
Pela relato da vítima somos informados que o socorro prestado por empregados do Mc Donald’s só ocorre quando a transgênero começa a sangrar e agonizar no chão. Ouvimos no vídeo o próprio gerente da franquia dizendo pras meninas pararem de agredi-la antes que só reste um corpo no chão.
Até quando vai ficar sem fazer nada? As agressões só vão parar quando reste apenas um corpo no chão?
Chame a polícia, arme um barraco pra que outras pessoas vejam acontecendo, para que o agressor se assuste, se meta no meio da briga. Dê um jeito de parar essa onda de violência. Você pode achar que isso não é um problema seu, mas é um problema seu sim!
Se você presenciar uma agressão, um crime de ódio, se proponha a ser testemunha da vítima, pergunte se ela está bem, se precisa de ajuda pra voltar pra casa. Estoure essa bolha de comodidade que você vive e não permita que alguém seja agredido na sua frente. Amanhã pode ser você, e talvez, alguém também ache que não é problema seu.
Não Gosto Dos Meninos é um projeto inspirado na campanha internacional “It Gets Better” que reuniu, durante 12 horas, 40 pessoas de backgrounds e histórias de vida completamente distintas com um objetivo comum: se mostrar.
Mostramos quem éramos, o que sentíamos, o que passamos e o que nos tornamos. Nos tornamos gays, bis, trans, ou qualquer outra sigla que tenta definir o que não precisa definição.
Expusemos nosso processo de auto-reconhecimento, de medo, de rechaço, de mudança, de ostracismo, de reencontros, de maturação e enfim de renascimento.
Hoje, sem exceção, somos todos infinitamente mais felizes, abertos e seguros.
Eis nossas histórias – histórias que gostaríamos de ter visto antes.
O curta tem sua estréia em Maio de 2011 e conta com o depoimentos das meninas do Dedilhas.
Achei super interessante, quero muito ver.
O filme de Andre Matarazzo e Gustavo Ferri.
Produção Mirada & Gringo
Esse, definitivamente, é um assunto que rende, e nem sempre de uma maneira saudável. Rótulos ajudam a definir, identificar, esquematizar dentro de um universo maior certos grupos, escolhas e indivíduos. Mas ao mesmo tempo servem para segregar, excluir e discriminar.
Dentro do próprio movimento LBGT existem os rótulos e nem por isso é o lugar onde são melhor empregados. Não sejamos ingênuos a ponto de acreditar que os gays são unidos e amigáveis uns com os outros. Infelizmente a realidade não é bem essa.
Não vejo tanto problema nos rótulos, o problema é saber usá-los de uma maneira que não ofenda os outros. Eu admito que ainda encontro problemas em definir alguns, e respeito quem opta por não usá-los. Quando falamos em escolha sexual, e no caso é escolha mesmo e não orientação, acho que ela diz respeito à pessoa usar ou não algum rótulo. Se eu sou lésbica a escolha é em assumir ou não, sair do armário, viver minha vida homossexual. Esse é o rótulo. É um exercício da subjetividade de cada um.
O rótulo é opcional e quem define é cada um. O errado é você tentar encaixar alguém no rótulo que você criou.
Blog que vai virar banda. Variedades e sarcasmos. 3fingerzplis é isso. Viagens de uma publicitária não-praticante, viciada em café e seriados. Blogueira e Dj nas horas vagas. Nerd wannabe.